Coletores protestam na primeira sessão de Câmara de 2026
Os coletores de lixo demitidos após a paralisação do serviço em Indaiatuba estiveram presentes na sessão da Câmara Municipal realizada na quinta-feira (19), marcando o retorno dos trabalhos legislativos após quase dois meses de recesso.
Os trabalhadores foram à Casa do Povo para cobrar dos vereadores uma fiscalização mais rigorosa sobre o contrato de licitação firmado entre a empresa responsável pela coleta e a Prefeitura. Segundo os manifestantes, as demissões ocorreram após atos por melhores salários e benefícios, e eles consideram que foram penalizados por reivindicar direitos trabalhistas.
Relatos de trabalhadores
Em comentários publicados nas redes sociais, trabalhadores relataram insatisfação com os salários e com as demissões ocorridas após a paralisação.
Um coletor afirmou que os funcionários que participaram das manifestações foram dispensados, mesmo, segundo ele, tendo apenas reivindicado melhores condições. Ele relatou que o salário base seria de cerca de R$ 1.700, com valor líquido aproximado de R$ 1.480 após descontos, classificando a situação como “uma verdadeira vergonha” e defendendo que os trabalhadores buscavam apenas um salário digno.
Outro trabalhador declarou que 11 coletores teriam sido demitidos por justa causa. Segundo ele, a alegação seria de que a greve não foi considerada legítima. No entanto, afirmou que a legalidade de uma paralisação deve ser definida pela Justiça do Trabalho, e não pela empresa ou sindicato. Ele também mencionou que houve acordo prevendo adicional de R$ 120 em alimentação e que as negociações salariais teriam continuidade.
Greve e retomada da coleta
A paralisação dos trabalhadores da coleta de lixo foi registrada neste mês, impactando o serviço em diferentes regiões da cidade. À época, os funcionários reivindicavam reajuste salarial e melhorias nos benefícios.
Posteriormente, a empresa responsável informou que a coleta havia sido normalizada e que o serviço estava operando regularmente no município. Também comunicou que parte dos trabalhadores foi desligada por justa causa, alegando irregularidade na paralisação.
O caso segue repercutindo entre trabalhadores e moradores, enquanto os coletores demitidos buscam apoio e cobram providências do Legislativo municipal.
foto: Antônio Soares
