Exportações caem em Indaiatuba no mês de fevereiro
Indaiatuba registrou queda nas exportações e importações em fevereiro de 2026, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No período, o município exportou US$ 61,5 milhões, retração de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2025.
As importações somaram US$ 102,5 milhões, com queda mais acentuada, de 15,6% na mesma comparação. Com isso, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — alcançou US$ 164 milhões, redução de 11,5%.
Mesmo com a queda nas compras externas, o resultado do mês foi negativo. A balança comercial de Indaiatuba registrou déficit de US$ 41 milhões.
No ranking estadual, a cidade ficou na 20ª posição entre os municípios exportadores de São Paulo, respondendo por 1,2% das exportações do estado. No cenário nacional, ocupou a 94ª colocação, com participação de 0,2%.
Já nas importações, Indaiatuba apareceu na 13ª posição no estado, com 1,6% de participação, e na 41ª colocação no ranking nacional, com 0,5%.
Comércio exterior de Indaiatuba – fevereiro de 2026
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Exportações | US$ 61,5 milhões |
| Importações | US$ 102,5 milhões |
| Corrente de comércio | US$ 164 milhões |
| Saldo comercial | – US$ 41 milhões |
| Variação exportações | -3,5% |
| Variação importações | -15,6% |
| Variação corrente de comércio | -11,5% |
América do Sul lidera destinos das exportações de Indaiatuba
Os países da América do Sul foram os principais destinos das exportações de Indaiatuba em fevereiro de 2026, concentrando 34,8% do total vendido ao exterior.
Na sequência aparecem a América do Norte, com 9,6%, e a Europa, com 7,5%. Também tiveram participação relevante a Ásia (4,1%) e a Oceania (4,1%).
Entre os países individualmente, o principal parceiro comercial foi a Argentina, responsável por 17,2% das exportações da cidade. Outros destinos relevantes foram Colômbia (2,3%), Paraguai (1,7%), Peru (1%) e Chile (0,7%).
Principais destinos das exportações – fevereiro de 2026
| País | Participação |
|---|---|
| Argentina | 17,2% |
| Colômbia | 2,3% |
| Paraguai | 1,7% |
| Peru | 1,0% |
| Chile | 0,7% |
| Estados Unidos | 2,0% |
| México | 0,7% |
| Canadá | 0,3% |
China lidera origem das importações
Do lado das importações, a Ásia concentrou a maior parte das compras externas de Indaiatuba em fevereiro, com destaque para a China, responsável por 31,5% de tudo o que o município importou no mês.
Outros países importantes como fornecedores foram Estados Unidos (14,8%), Índia (5,3%), Coreia do Sul (2,4%) e Tailândia (1,3%).
Também tiveram participação relevante nas importações países europeus, como Alemanha (0,4%), Itália (0,3%) e Espanha (0,2%).
Principais origens das importações – fevereiro de 2026
| País | Participação |
|---|---|
| China | 31,5% |
| Estados Unidos | 14,8% |
| Índia | 5,3% |
| Coreia do Sul | 2,4% |
| Tailândia | 1,3% |
| Japão | 1,2% |
| Alemanha | 0,4% |
| Itália | 0,3% |
Máquinas e equipamentos dominam exportações
A pauta exportadora de Indaiatuba segue fortemente concentrada em produtos industriais, principalmente máquinas e equipamentos.
O principal item exportado em fevereiro foi o código 8429, que inclui máquinas pesadas como escavadeiras, carregadeiras e tratores de esteiras, responsáveis por 28,6% das vendas externas.
Também tiveram destaque máquinas-ferramenta para trabalhar metais (4,1%), partes destinadas a máquinas elétricas (3,4%), componentes de transmissão mecânica (3,2%) e equipamentos para filtrar ou depurar líquidos e gases (2,4%).
Principais produtos exportados – fevereiro de 2026
| Produto | Participação |
|---|---|
| Máquinas pesadas (escavadeiras, carregadeiras etc.) | 28,6% |
| Máquinas-ferramenta para trabalhar metais | 4,1% |
| Partes para máquinas elétricas | 3,4% |
| Componentes de transmissão mecânica | 3,2% |
| Equipamentos de filtragem e depuração | 2,4% |
Componentes industriais lideram importações
As importações do município também foram dominadas por produtos industriais, principalmente peças e componentes para máquinas e equipamentos.
O principal item importado foi o código 8473, que reúne partes e acessórios para máquinas de processamento de dados, representando 9,8% das compras externas.
Na sequência aparecem motores de combustão por faísca (5,4%), componentes de transmissão mecânica (4,6%), computadores e unidades de processamento de dados (3,7%) e motores a diesel (3,1%).
Principais produtos importados – fevereiro de 2026
| Produto | Participação |
|---|---|
| Partes e acessórios para máquinas de processamento de dados | 9,8% |
| Motores de combustão por faísca | 5,4% |
| Componentes de transmissão mecânica | 4,6% |
| Computadores e unidades de processamento de dados | 3,7% |
| Motores diesel | 3,1% |
Brasil registra recorde de exportações em fevereiro
O comércio exterior brasileiro registrou recorde de exportações para o mês de fevereiro de 2026. As vendas externas somaram US$ 26,31 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 22,10 bilhões.
Com isso, a balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 4,21 bilhões, um dos quatro melhores resultados já registrados para fevereiro. A corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu US$ 48,40 bilhões.
No acumulado do ano, entre janeiro e fevereiro, as exportações brasileiras somaram US$ 52,8 bilhões.
Entre os setores, o maior crescimento foi registrado na indústria extrativa, que avançou 55,5% na comparação anual, com aumento de US$ 2,37 bilhões nas vendas externas. A agropecuária cresceu 6,1%, com acréscimo de cerca de US$ 0,3 bilhão, enquanto a indústria de transformação teve alta de 6,3%, com expansão de US$ 0,85 bilhão.
Entre os parceiros comerciais, as exportações para a China registraram aumento, enquanto os embarques para os Estados Unidos tiveram queda no início do ano.
Para 2026, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços projeta superávit comercial entre US$ 60 bilhões e US$ 90 bilhões, com exportações totais estimadas entre US$ 320 bilhões e US$ 380 bilhões.
