Indaiatuba começa 2026 com alta nas exportações
A balança comercial de Indaiatuba fechou janeiro de 2026 com crescimento expressivo das exportações, mas ainda marcada por forte dependência de importações. No primeiro mês do ano, o município exportou US$ 65,9 milhões e importou US$ 136,8 milhões, resultando em um déficit de US$ 71,0 milhões. Apesar do saldo negativo, o desempenho das vendas externas apresentou avanço relevante em relação ao mesmo período do ano passado.
Na comparação anual, as exportações cresceram 48,9% frente a janeiro de 2025, enquanto as importações recuaram 3,4%. A corrente de comércio — soma de exportações e importações — alcançou US$ 202,7 milhões, com alta de 9,0% no comparativo anual, reforçando o ritmo intenso da atividade industrial e comercial da cidade.
Balança comercial de Indaiatuba em janeiro
| Indicador | Janeiro 2026 (US$ milhões) | Janeiro 2025 (US$ milhões) | Variação |
|---|---|---|---|
| Exportações | 65,9 | 44,3 | 48,9% |
| Importações | 136,8 | 141,6 | −3,4% |
| Saldo | −71,0 | −97,3 | — |
Importações seguem concentradas na Ásia e em insumos industriais
As importações continuam sendo o principal fator de desequilíbrio da balança comercial de Indaiatuba. Em janeiro, o município manteve forte dependência de fornecedores asiáticos, especialmente para aquisição de máquinas, equipamentos industriais, componentes eletrônicos, motores, transformadores e partes destinadas à linha de produção.
A pauta importadora reflete o perfil industrial da cidade, baseada em cadeias produtivas que demandam tecnologia, automação e insumos de maior complexidade, muitos dos quais não são produzidos localmente. Mesmo com a leve retração no volume importado em relação a janeiro de 2025, o valor absoluto segue elevado.
Principais países de origem das importações – janeiro de 2026
| Posição | País | Participação |
|---|---|---|
| 1 | China | 28,3% |
| 2 | Japão | 13,6% |
| 3 | Estados Unidos | 10,6% |
| 4 | Índia | 8,0% |
| 5 | Vietnã | 6,1% |
Exportações crescem e reforçam vocação industrial
Do lado das exportações, janeiro confirmou a força da indústria local no comércio exterior. As vendas externas foram impulsionadas principalmente por máquinas, equipamentos industriais e bens de capital, produtos de maior valor agregado e ligados à base metalmecânica e industrial do município.
A América do Sul permanece como principal destino das exportações de Indaiatuba, com destaque absoluto para a Argentina, além de países da América do Norte e da Europa. O desempenho indica retomada de encomendas externas logo no início do ano e reforça a posição da cidade como polo exportador industrial.
Principais destinos das exportações – janeiro de 2026
| Posição | País | Participação |
|---|---|---|
| 1 | Argentina | 42,2% |
| 2 | Estados Unidos | 15,2% |
| 3 | Colômbia | 6,4% |
| 4 | Chile | 4,2% |
| 5 | Paraguai | 3,0% |
Mesmo com o crescimento das exportações, o resultado de janeiro mostra que o déficit comercial segue como característica estrutural da economia local. A leitura dos dados indica uma indústria competitiva no mercado externo, mas ainda fortemente dependente de insumos e tecnologia importados.
Brasil mantém superávit comercial em janeiro de 2026
A balança comercial brasileira iniciou 2026 com resultado positivo. Em janeiro, o país registrou exportações em torno de US$ 30 bilhões e importações próximas de US$ 23 bilhões, o que resultou em um superávit estimado de US$ 7 bilhões no mês. O desempenho foi sustentado principalmente pelas vendas externas de commodities e pela recuperação gradual do comércio internacional.
As exportações brasileiras seguiram concentradas em produtos do agronegócio, minério de ferro e petróleo bruto, enquanto as importações avançaram puxadas por combustíveis, fertilizantes, insumos industriais e bens intermediários, refletindo a demanda da indústria nacional.
Principais destinos das exportações brasileiras – janeiro de 2026
| Posição | País | Participação |
|---|---|---|
| 1 | China | 30,0% |
| 2 | Estados Unidos | 11,0% |
| 3 | Argentina | 5,0% |
| 4 | Países Baixos | 4,0% |
| 5 | Espanha | 3,0% |
Principais origens das importações brasileiras – janeiro de 2026
| Posição | País | Participação |
|---|---|---|
| 1 | China | 23,0% |
| 2 | Estados Unidos | 15,0% |
| 3 | Alemanha | 6,0% |
| 4 | Argentina | 5,0% |
| 5 | Índia | 4,0% |
O cenário nacional ajuda a contextualizar os dados municipais: enquanto o Brasil mantém superávit apoiado na exportação de commodities, polos industriais como Indaiatuba operam com déficit estrutural, resultado da forte dependência de insumos, componentes e tecnologia importados.
