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Operação contra o Comando Vermelho prende suspeito em Indaiatuba

Uma operação realizada por uma força-tarefa formada pela Polícia Civil e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado de São Paulo, resultou na prisão de um homem em Indaiatuba nesta semana. A ação integra a operação “Linea Rubra”, que investiga a atuação da facção criminosa Comando Vermelho no interior paulista.

Segundo as autoridades, o suspeito preso na cidade é apontado nas investigações como um dos responsáveis por integrar a estrutura logística, financeira e operacional da organização criminosa. Os nomes dos investigados não foram divulgados oficialmente.

Operação ocorreu em diversas cidades

A operação foi realizada em pelo menos dez municípios do Estado de São Paulo e mobilizou cerca de 120 policiais civis, três promotores de Justiça e uma equipe da Secretaria da Fazenda do Estado.

Ao todo, cinco pessoas foram presas durante a ação. Também houve detenções em cidades como Rio Claro, São Carlos e Ribeirão Preto.

Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro de bens ligados aos investigados. Foram apreendidos 26 veículos e bloqueados 12 imóveis, além de aproximadamente R$ 33,6 milhões depositados em 35 contas bancárias ligadas a pessoas físicas e jurídicas utilizadas como “laranjas”.

Investigação aponta estrutura financeira da organização

De acordo com o Gaeco, as investigações permitiram identificar os integrantes da organização criminosa e mapear a estrutura patrimonial e financeira relacionada às atividades ilícitas.

Um relatório da investigação aponta que o grupo utilizava veículos blindados adaptados com compartimentos ocultos, conhecidos como “carros-cofre”, para transporte de drogas, armas e dinheiro. As autoridades também identificaram o uso de empresas de fachada e contas bancárias de terceiros para ocultação e lavagem de dinheiro.

Segundo o relatório, a movimentação financeira identificada nas apurações é significativa. Em um período inferior a um mês, foram registrados mais de R$ 1,19 milhão em transações ligadas ao tráfico de drogas e à comercialização ilegal de armas.

Avanço da facção no interior paulista

As investigações apontam que a Região Metropolitana de Campinas se tornou uma área estratégica para a expansão da facção no interior do estado.

Nos últimos anos, operações policiais também identificaram estruturas relacionadas ao grupo em cidades da região, incluindo locais utilizados para armazenamento de drogas e armamentos.

De acordo com o Ministério Público, o nome da operação “Linea Rubra” simboliza o estabelecimento de um limite institucional ao avanço territorial da organização criminosa no Estado de São Paulo.

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