Polícia

Polícia prende suspeitos de planejar morte de promotor de Campinas

A força-tarefa do Ministério Público de São Paulo (Gaeco) em parceria com o Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (1º BAEP) de Campinas prendeu, na manhã desta sexta-feira (29), dois empresários suspeitos de financiar um plano do PCC (Primeiro Comando da Capital) para assassinar um promotor de justiça da região. Um terceiro homem também foi detido em flagrante na casa de um dos empresários, após tentativa de ocultar provas.

Segundo as investigações, os suspeitos teriam fornecido apoio logístico ao grupo criminoso ao financiar a compra de veículos, armamentos e contratar executores para uma emboscada. O objetivo era interromper as investigações sobre crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada. Além do promotor, as autoridades identificaram que também foi planejado um atentado contra um comandante da Polícia Militar,

O plano, denominado “Operação Pronta Resposta”, incluiu cumprimento de mandados de prisão temporária e busca e apreensão, resultando na apreensão de celulares e de uma pistola calibre 0.380. A mobilização ocorreu em Campinas, interior de São Paulo, e integra as ações de combate à facção criminosa no estado.

O promotor atuava no Gaeco, ligada ao Ministério Público de São Paulo, e era o alvo principal do atentado. A investigação também identificou a participação de um líder da facção, conhecido como “Mijão”, apontado pela Promotoria como mandante do crime. Ele segue foragido, e possivelmente está em fuga no exterior, de onde segue articulando ações da organização criminosa.

Procurador-geral de Justiça de São Paulo emitiu nota de repúdio e apoio à vítima, afirmando que o Estado “responderá prontamente a qualquer atentado contra a ordem jurídica e a vida daqueles que atuam em sua defesa”.

As investigações seguem em curso para identificar mais envolvidos e elucidar a estrutura de apoio operacional da facção. O caso reforça a atuação integrada entre Ministério Público, Polícia Militar e demais órgãos de segurança no combate ao crime organizado na região.

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