Diesel cai quase 7% em Indaiatuba após pico com guerra
Os preços do diesel em Indaiatuba seguem em trajetória de queda após o pico registrado no início de março, quando o combustível atingiu os maiores valores do ano em meio à tensão internacional no mercado de petróleo.
Na pesquisa mais recente, o diesel comum foi comercializado, em média, a R$ 6,94 nos postos da cidade. No auge de março, o valor girava em torno de R$ 7,45, o que representa uma queda de 51 centavos, equivalente a -6,8%. Já o diesel S10 caiu de cerca de R$ 7,67 para R$ 7,47, redução de 20 centavos (-2,6%).
| Indicador | Março (pico) | Semana intermediária | Atual |
|---|---|---|---|
| Diesel comum | R$ 7,45 | R$ 6,84 | R$ 6,94 |
| Diesel S10 | R$ 7,67 | R$ 7,57 | R$ 7,47 |
| Variação (comum) | — | — | -R$ 0,51 (-6,8%) |
| Variação (S10) | — | — | -R$ 0,20 (-2,6%) |
No cenário estadual e nacional, os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis apontam movimento semelhante.
Em São Paulo, o diesel comum caiu de R$ 7,45 no pico para R$ 7,26, enquanto o S10 recuou de R$ 7,67 para R$ 7,46. Já no Brasil, o diesel comum passou de R$ 7,45 para R$ 7,21, e o S10 de R$ 7,57 para R$ 7,38.
| Local | Março (pico) | Intermediário | Atual |
|---|---|---|---|
| São Paulo diesel | R$ 7,45 | R$ 7,36 | R$ 7,26 |
| São Paulo S10 | R$ 7,67 | R$ 7,59 | R$ 7,46 |
| Brasil diesel | R$ 7,45 | R$ 7,33 | R$ 7,21 |
| Brasil S10 | R$ 7,57 | R$ 7,51 | R$ 7,38 |
Histórico do conflito
A escalada recente das tensões no Oriente Médio começou no fim de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel intensificaram ações militares contra alvos ligados ao Irã. O movimento ocorreu após uma série de acusações envolvendo apoio iraniano a grupos armados na região, o que elevou rapidamente o risco geopolítico.
Logo nos primeiros dias do conflito, o mercado internacional reagiu com forte alta no preço do petróleo, diante do temor de interrupções no fornecimento. O principal ponto de preocupação passou a ser o Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.
Com o avanço das tensões, surgiram ameaças de bloqueio do estreito por parte do Irã, além do aumento da presença militar na região. Em alguns momentos, houve restrições operacionais e atrasos no tráfego de navios petroleiros, o que contribuiu para a disparada das cotações internacionais.
Paralelamente, prazos diplomáticos estabelecidos para contenção da crise foram descumpridos, e negociações intermediadas por outros países não avançaram como esperado. O cenário de incerteza levou a sucessivas revisões nos preços do petróleo, refletindo diretamente nos combustíveis.
Mesmo com tentativas recentes de retomada do diálogo, o conflito segue sem solução definitiva. A instabilidade no entorno do Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre o mercado global de energia, mantendo os preços sensíveis a qualquer novo desdobramento.
